Nem sempre O vemos, nem sempre
assim o entendemos, mas Ele existe, ocorre e repete-se.
Acontece aos outros e a nós,
acontece-me a mim com uma regularidade constante.
Dá-se naquele momento em que a
nossa mãe nos fala depois de uma cirurgia delicada à coluna. Ou naquele outro
em que o nosso irmão nos confirma, mesmo a chorar, que foi “só chapa e uns
arranhões”. Partilhamo-lO com a melhor amiga cujo resultado da biópsia foi
negativo. Sentimo-lO no arrependimento daquele aluno que nos insultou
gratuitamente. Procuramo-lO no abraço de perdão daquela pessoa com quem não
falávamos há anos, já nem sabemos por que motivo. Vivemo-lO com o gato que
resgatámos do abandono.
E, sobretudo, rendemo-nos a Ele
quando após 32 horas sofridas de parto, despertamos para a Vida a que demos
origem.
Há muitos Milagres que são
noticiados e comentados, há outros Milagres que só alguns presenciam, há Outros
de que ninguém sabe e há ainda Os que todos veem mas não sabem ou se esquecem
que são efetivamente Milagres. Há Milagres da natureza e há Milagres humanos,
ocorrem no campo, na cidade, em todos os continentes, nações, mesmo nos sítios
onde parece não haver qualquer sinal de Milagre. Há Milagres de casa e há
Milagres da rua, por dentro e por fora de nós mesmos podem dar-se Milagres. O
Tempo é um Milagre e o Valor que lhe damos é Outro. Água no deserto, chuva na
seca, sol no temporal, salvação na miséria, vida na morte, todos Milagres, de
todos os dias.
Se assim o desejarem, poderão
adotar esta curta definição como um manual de reconhecimento dos Milagres,
quando estiveram mais distraídos da Vida…
Texto publicado no grupo do facebook 2012 Palavras, 2012 Autores, da autoria de Pedro Chagas Freitas
Texto publicado no grupo do facebook 2012 Palavras, 2012 Autores, da autoria de Pedro Chagas Freitas

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